CIDADE DO PANAMÁ (Reuters) – A autoridade marítima do Panamá disse nesta quinta-feira que cancelou em janeiro do ano passado a bandeira do M Sophia, um petroleiro com ligação à Venezuela apreendido pelos EUA. militar esta semana.
O Comando Sul dos militares dos EUA disse na quarta-feira que havia interceptado o M Sophia antes do amanhecer e o descreveu como um “navio-tanque a motor da frota escura sancionado e sem estado”. As autoridades panamenhas cancelaram a bandeira do superpetroleiro em 23 de janeiro de 2025, informou a autoridade da AMP em comunicado.
A autoridade marítima também disse que o Bella-1, um navio-tanque de bandeira russa que os EUA apreenderam no mesmo dia perto da Islândia, após uma perseguição de duas semanas, já foi listado no registro do país, mas deixou de ser o caso a partir de 7 de outubro de 2024.
A bandeira de um navio determina quem tem autoridade sobre ela. Os EUA afirmam que quando uma bandeira é cancelada, pode tornar-se apátrida, o que significa que não tem proteção ao abrigo do direito internacional e pode ser abordada ou até mesmo apreendida.
A autoridade marítima do Panamá não respondeu imediatamente a um pedido de mais informações sobre o motivo pelo qual os navios já não tinham bandeira panamenha.
O Bella-1 parece ser a primeira vez na memória recente que os militares dos EUA apreendem um navio de bandeira russa.
As apreensões de petroleiros de quarta-feira foram a terceira e a quarta depois que os Estados Unidos interceptaram dois navios em dezembro e depois capturaram o presidente venezuelano Nicolas Maduro em um ataque antes do amanhecer na capital Caracas, e exigiram que as autoridades locais abrissem o petróleo para empresas americanas ou arriscassem mais intervenção militar.
Autoridades venezuelanas acusaram os EUA de tentar roubar as vastas reservas de petróleo do país, estimadas como as maiores do mundo, mas Trump disse no início desta semana que havia chegado a um acordo com o sucessor de Maduro sobre as exportações de petróleo bruto.
(Reportagem de Elida Moreno, Marianna Parraga e Sarah Morland; Edição de Daina Beth Solomon e Alistair Bell)