O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, visita a Venezuela para avaliar a reforma da indústria petrolífera

CARACAS, Venezuela (AP) – O governo dos Estados Unidos afirmou ainda mais na quarta-feira seu papel autoproclamado na recuperação da dilapidada indústria petrolífera da Venezuela com a chegada do secretário de Energia, Chris Wright, ao país sul-americano para uma avaliação em primeira mão.

A visita de Wright ocorre no momento em que a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, continua a suspender as sanções para permitir que empresas estrangeiras operem na Venezuela e ajudem a reconstruir a indústria mais importante do país. Segue-se à promulgação, no mês passado, de uma lei venezuelana que abriu o sector petrolífero do país ao investimento privado, revertendo um princípio do autoproclamado movimento socialista que governa o país há mais de duas décadas.

Espera-se que Wright se reúna com a presidente em exercício, Delcy Rodríguez, funcionários do governo, executivos do petróleo e outros.

Rodríguez foi empossada em seu novo cargo após a descarada captura do então presidente Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, em um ataque militar dos EUA na capital da Venezuela, Caracas. Ela propôs a revisão da lei energética do país depois que Trump disse que seu governo assumiria o controle das exportações de petróleo da Venezuela e revitalizaria a indústria em dificuldades, atraindo investimento estrangeiro.

O governo de Rodríguez espera que as mudanças sirvam de garantia para as principais empresas petrolíferas dos EUA que até agora hesitaram em regressar ao país volátil. Algumas dessas empresas perderam investimentos quando o partido no poder promulgou a lei existente há duas décadas para favorecer a empresa petrolífera estatal da Venezuela, PDVSA.

A nova lei concede agora às empresas privadas o controlo sobre a produção e vendas de petróleo, acabando com o monopólio da PDVSA sobre essas actividades, bem como sobre os preços. Também permite a arbitragem independente de litígios, eliminando o mandato para que os diferendos sejam resolvidos apenas nos tribunais venezuelanos, que são controlados pelo partido no poder.

Os investidores estrangeiros consideram o envolvimento de árbitros independentes crucial para se protegerem contra futuras expropriações.

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