BAGDÁ (Reuters) – O grupo armado iraquiano Kataib Hezbollah, que está alinhado com o Irã, disse na terça-feira que libertaria a jornalista norte-americana sequestrada Shelly Kittleson, acrescentando que ela deve deixar o Iraque imediatamente.
Kittleson foi sequestrado no final de março em Bagdá.
O site de notícias do Oriente Médio Al-Monitor disse que Kittleson era um jornalista freelance dos EUA baseado em Roma que cobriu várias guerras na região e contribuiu com artigos para o meio de comunicação.
Um vídeo que pretendia mostrar Kittleson foi compartilhado por um meio de comunicação social próximo ao Kataib Hezbollah na terça-feira.
A Reuters não conseguiu verificar de forma independente a autenticidade do vídeo, que, se confirmado, seriam as primeiras imagens de Kittleson publicadas desde seu sequestro.
No vídeo, uma mulher que se identifica como Kittleson aparece em pé contra um fundo liso, falando em inglês diretamente para a câmera. A Reuters não conseguiu verificar quando ou onde foi filmado.
Sua libertação segue esforços intensificados do governo iraquiano e de vários líderes xiitas influentes, que pressionaram o grupo de milícias para garantir sua liberdade, disse à Reuters um funcionário do governo com conhecimento da situação.
Em março de 2023, uma estudante russa-israelense da Universidade de Princeton, Elizabeth Tsurkov, foi sequestrada pela milícia Kataib Hezbollah durante uma viagem de pesquisa ao Iraque. Ela foi libertada em 2025.
(Reportagem da Reuters; Edição de Matthew Lewis)