PEQUIM (Reuters) – A China revelou neste domingo 10 novas medidas de incentivo para Taiwan, incluindo a flexibilização das restrições ao turismo, a permissão de dramas televisivos “saudáveis” e a facilitação da venda de alimentos, após uma visita do líder da oposição à ilha.
A medida ocorre no final de uma viagem à China de Cheng Li-wun, presidente do Kuomintang (KMT), o maior partido da oposição de Taiwan. Ela conheceu o presidente chinês Xi Jinping e falou sobre a necessidade de paz e reconciliação.
As 10 medidas, divulgadas pela agência oficial de notícias Xinhua, “exploram” o estabelecimento de um mecanismo de comunicação regular entre o KMT e o Partido Comunista da China, a retomada total dos voos entre os dois lados e a permissão para indivíduos de Xangai e da província de Fujian visitarem Taiwan.
Será estabelecido um mecanismo para facilitar os padrões de inspeção de alimentos e produtos pesqueiros, mas isso terá que ser baseado na “oposição à independência de Taiwan”, disse a Xinhua.
Dramas, documentários e animações de TV taiwaneses poderão ser exibidos desde que tenham “orientação correta, conteúdo saudável e alta qualidade de produção”, acrescentou.
Não houve reação imediata do governo de Taiwan.
A China se recusa a conversar com o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, dizendo que “ele é um “separatista”. Ele rejeita as reivindicações de soberania de Pequim sobre a ilha governada democraticamente.
A China e Taiwan culparam-se mutuamente pela falta de retomada do turismo chinês em grande escala na ilha desde o fim da pandemia de COVID-19.
Taiwan também se queixou anteriormente das restrições chinesas às importações de certos produtos agrícolas e aquáticos, dizendo que a China em alguns casos usou desculpas injustificadas para impedir a propagação de pragas e doenças.
(Reportagem da redação de Pequim; reportagem adicional de Ben Blanchard em Taipei; edição de Thomas Derpinghaus)