Goldman e funcionários do Citi trabalharão remotamente após frustrado ataque a bomba em outro banco em Paris

PARIS (Reuters) – O Goldman Sachs disse a seus funcionários em Paris que eles poderiam trabalhar remotamente na quinta-feira, após um ataque a bomba frustrado aos escritórios do Bank of America em Paris no último sábado, disse uma fonte familiarizada com o assunto, enquanto funcionários do Citigroup em Paris e Frankfurt também estão trabalhando remotamente.

As autoridades francesas colocaram quatro suspeitos em prisão preventiva devido ao complô, que potencialmente tinha ligações com o Irão.

A autoridade policial de Paris não respondeu imediatamente a um pedido de comentários, ‌enquanto o Ministério Público de Paris se recusou a comentar.

A medida do Citigroup é uma medida de precaução, disse o grupo em comunicado enviado por e-mail à Reuters.

Os promotores antiterrorismo franceses disseram na noite de quarta-feira que os quatro suspeitos – três adolescentes de 16 e 17 anos e um adulto – foram colocados sob investigação formal por suspeita de fabricação, transporte e manuseio de um dispositivo explosivo e tentativa de destruição de propriedades como parte de uma organização terrorista.

O dispositivo, uma lata de gasolina de cinco litros presa a uma grande carga pirotécnica contendo um cilindro de material ativo de 650 gramas, foi o mais poderoso do tipo já identificado na França e poderia ter gerado “uma poderosa bola de fogo com vários metros de diâmetro”, disse a promotoria antiterrorismo na noite de quarta-feira.

Os investigadores estabeleceram que o adulto recrutou os adolescentes, pagando-lhes entre 500 e 1.000 euros (US$ 580 a US$ 1.160) para plantar e filmar o dispositivo. Todos os quatro negaram intenção terrorista.

A França suspeita que o ataque esteja ligado ao HAYI, um grupo pró-iraniano que postou um vídeo em 23 de março nomeando especificamente a sede do Bank of America em Paris, embora os promotores tenham dito que a ligação ainda não foi formalmente estabelecida.

(Reportagem de Anousha Sakoui e Mathieu Rosemain. Edição de Inti Landauro e Jane Merriman)

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