Os Estados do Golfo, já entre os que mais gastam no mundo em defesa, têm-se rearmado rapidamente desde Março, à medida que procuram dissuadir futuros ataques.
Esta semana, os EUA aprovaram uma encomenda saudita de 2 mil milhões de dólares para sistemas de orientação de armas, lançadores, ogivas e outros equipamentos, bem como um pacote de peças de 484 milhões de dólares para a frota de aviões de transporte militar C-17 do Kuwait. Os acordos somam-se a pelo menos 20 grandes aquisições e implantações de defesa desde março, de acordo com o Fórum Internacional do Golfo, com sede em Washington, incluindo a compra pelo Catar de sistemas de defesa aérea Patriot, munições e atualizações para a frota de F-16 dos Emirados Árabes Unidos, e acordos de defesa de drones entre vários estados do Golfo e a Ucrânia.
A corrida armamentista vai além das importações. O maior conglomerado de defesa dos Emirados Árabes Unidos, o EDGE Group, está adquirindo a empresa aeroespacial brasileira AKAER, que fabrica drones e sistemas ópticos para aeronaves, refletindo um impulso mais amplo do Golfo para fazer crescer a sua indústria de defesa nacional.
-Mohamed Sergie

